A Verdade Sobre a Bruxaria Moderna


É noite. As cortinas de um lar de classe alta estão cerradas para evitar olhares curiosos. Velas brilham na sala de estar. A fumaça de incenso se contorce em espirais. Vultos trajando túnicas, cantando em uma língua a muito esquecida, circulam ao redor de uma mesa de madeira rústica. Sobre ela, entre as velas, pousam imagens sagradas: uma poderosa Deusa, usando uma lua crescente na fronte; um Deus, segurando uma lança na mão erguida. Todos os movimentos cessam. Uma mulher próximo ao altar diz:

Nesse espaço e tempos sagrados Chamamos agora os Ancestrais: A Deusa da Lua, dos mares e dos rios O Deus do Sol irradiado, dos vales e das florestas Aproximem-se de nós, neste círculo

Isso é Bruxaria. Há duas mil milhas dali, uma menina de 15 anos posiciona uma vela verde sobre a foto de um amigo. No quarto escuro, ela acende a vela. Fecha então seus olhos. Em sua mente, ela visualiza uma luz lilás brilhante envolvendo o braço quebrado do namorado. Ela entoa uma sincera magia de cura. Isso também é Bruxaria. Graças a muitos séculos de campanha difamatória, o cidadão comum pensa que a bruxaria consiste de cultos satânicos, orgias e consumo de drogas. Crê-se, erroneamente, que bruxos praticam uma mistura de adoração ao Diabo, rituais repugnantes, crueldade e sacrifícios humanos. Certamente, existem pessoas que praticam tais atrocidades: assassinos, psicóticos e aqueles frustrados com a religião na qual foram criados. Porém, essas pessoas não são Bruxas e não praticam Bruxaria. A existência de tais crenças equivocadas não chega a surpreender, uma vez que elas vêm sendo consolidadas pela literatura, pelas artes, pelos filmes, pela televisão e por dezenas de milhares de horas de sermãos inflados. Embora os fatos tenham estado à disposição nos últimos 20 anos, eles têm sido ostensivamente reprimidos, ridicularizados ou ignorados. Como de hábito, a verdade sobre a bruxaria é muito menos intrigante do que as mentiras. Ela não presta programa de entrevistas da mesma forma que o Satanismo, e raramente gera manchetes na imprensa. Mas ela existe.

Magia Popular

A magia popular é apenas isso - a magia do povo. Em tempos remotos, a prática de rituais simples de magia era tão natural como comer e dormir. A magia fazia parte da vida cotidiana. Questionar sua eficácia ou até mesmo sua necessidade equivaleria a uma pessoa do século XX questionar se a Terra é redonda. Apesar dos tempos terem mudado, os praticantes contemporâneos da magia popular aceitam os mesmos princípios e realizam rituais semelhantes àqueles de eras remotas. Magos populares não utilizam poderes sobrenaturais. Eles não tem a intenção de controlar o mundo. Não são perigosos ou maus. Eles simplesmente sentem e utilizam energias naturais, as quais ainda não foram quantificadas, codificadas e aceitas nas iluminadas salas da ciência. Essas energias emanam da própria Terra, não de demônios ou de Satã. Elas estão presentes em pedras, cores e ervas, bem como em nossos próprios corpos. Através de rituais imemoriais, magos populares evocam, liberam e direcionam as energias, com a intenção de provocar uma mudança positiva, específica e necessária. Para o ateu, a utilização dessas energias é tão absurda quanto o ato de rezar. Para o materialista, essa prática despreza o valor monetário da Terra. Para o cristão, que foi ensinado a "dominar e subjugar" a Terra, essa ligação tão íntima com a natureza e seus efeitos tangíveis é perigosa, nociva. Todos esses três pontos de vista talvez estejam corretos para seus seguidores - mas não para os magos. Mais uma vez, os magos populares ultrapassam a religião ortodoxa tradicional, que profere que o poder está nas mãos de "Deus" e de Seus Sacerdotes, Santos e representantes terrenos. Eles foram além dos materialistas ao reconhecer as qualidades da natureza. Além disso - assim como muitos outros - eles simplesmente não se preocupam com o que pensam ateus. Os magos populares são pessoas que, insatisfeitos com as crenças fundamentadas na religião tradicional ou na física, investigaram a Terra e os seus tesouros. Eles voltaram para si mesmos, para compreender os poderes místicos do corpo humano e para sentir a conexão destes com a Terra. E eles descobriram que a magia funciona.

Clique aqui para saber mais sobre a magia popular.

Wicca

A Wicca é uma religião contemporânea. Seus praticantes reverenciam a Deusa e o Deus como os criadores do universo - como sendo seres tangíveis e conscientes. Apesar de os wiccanianos, de maneira geral, não adotarem um único modelo predeterminado, eles aceitam a reencarnação e a magia, honram a Terra como uma manifestação da Deusa e do Deus, e reúnem-se para cerimônias religiosas, em períodos determinados pela Lua e pelo Sol. A Wicca não pretende converter ninguém. Relaciona-se com a confirmação da vida, não com a negociação da morte. Possui seu próprio conjunto de mitos, objetos religiosos, rituais e regras, muitos dos quais poucos semelhantes àqueles de outras religiões atuais. Os wiccanianos podem ser homens ou mulheres de qualquer idade ou etnia. Pode se reunir em grupos de cinquenta, ou até mais; em pequenos grupos de treze ou menos; ou ainda podem cultuar, sozinhos, a Deusa e o Deus. Apesar de a maioria falar inglês, podem invocar as Deidades em espanhol, francês, galês, sueco, gaélico, escocês, alemão, holandês e muitos outros idiomas. Como religião, a Wicca existe em toda a Europa, em todos os Estados Unidos, Américas Central e do Sul, Austrália, Japão e em todos os outros lugares. A Wicca não é, como no Cristianismo, uma religião organizada, mas grupos organizados existem dentro dos EUA, com o objetivo de proteger os wiccanianos contra agressões legais, literárias e físicas. Algumas formas da Wicca foram reconhecidas pelo Governo Federal como grupos religiosos de legítimos. (...)

Os wiccanianos não estão se organizando para governar o mundo ou para derrubar o cristianismo, apesar das mentiras desenfreadas veiculadas diariamente pelos televangelistas. Seus seguidores não estão nas ruas ou nos telefones prontos para aceitar convertidos. Na realidade, a maioria dos wiccanianos são inteligentes o suficiente para perceber que sua religião não é o único caminho para Deidade - uma particularidade compartilhada por poucos membros de outras religiões.

Para eles, porém, é o caminho correto.

Fonte: A Verdade Sobre a Bruxaria Moderna, do Scott Cunningham.

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