O Verdadeiro Significado da Páscoa

March 21, 2018

 

      Embora os cristãos comemorem a Páscoa no dia de hoje, e o renascimento de Jesus - o que compreendo e respeito -, nessa mesma semana se comemora os Sabbats, de Mabon e Ostara. O origem desses rituais pagãos está contida séculos antes do nascimento do Cristo. Por essa época as tribos pagãs da Europa adoravam a deusa da primavera, "EE-ah-tra", mais tarde chamada Eostre. Para prestarem culto a essa Deusa, no final do mês de Março eram organizados festivais que celebravam o início da Primavera.

      Falando agora em Ostara, os ovos são símbolos da fertilidade e da reprodução, símbolos estes que eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol. Eram comunhões alegres e espontâneas com o Divino. Depois, os rituais passaram a observar o ciclo do Sol através do ano astrológico e das estações.

 

 
      A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) também conhecida pelo pão que os padres consagram na igreja após a missa pascoal (Hóstias), só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média. Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio - formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa, atravessando a estação fértil.

 

      Como quase todas as festividades religiosas cristãs, a Páscoa é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãs, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, são símbolos antigos de fertilidade oferecidos à Deusa dos Pagãos, que desde os primórdios foi considerado como símbolo da vida e do nascimento. O coelho, que na verdade era a lebre, simboliza renascimento e é um animal sagrado para várias Deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a Deusa Ostara. Desde a antiguidade foi observado que a lebre tem uma gestação de apenas 1 mês, e era considerada uma representação da fertilidade e da Lua. Neste mesmo espaço de tempo passa-se a escuridão da Lua Nova ao brilho da Lua Cheia. E era assim que, para os povos antigos, a última Lua Cheia após o Equinócio de Inverno, determinava a data da celebração.

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